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domingo, 31 de outubro de 2010

Ombudsman avalia Folha e leitores

Folha de S. Paulo - 31 de outubro de 2010

A avaliação é de que leitores se tornaram desconfiados até demais da imprensa, vendo manipulações onde elas não existem. É bem provável que isso seja verdade. Afinal, gato escaldado tem medo de água fria: é interessante ver como ele confirma, no primeiro parágrafo da terceira coluna, a parcialidade da Folha até o primeiro turno. Quando a Folha resolveu ser mais equilibrada, os leitores não embarcaram.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Vote Coca-Cola

Folha de S. Paulo - 29 de junho de 2010

É triste pensar que o parâmetro para dizer "nossa, quanto tempo! Assim já é quase uma lavagem cerebral, a Dilma vai acabar ganhando a eleição" seja o tempo de propaganda de um refrigerante. Porque ver 45 segundos de "Sempre Coca-Cola" a cada dia é normal, aí tudo bem.

Se não fosse o horário eleitoral, o presidente do Brasil seria a Coca-Cola.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Voto de classe

Folha de S. Paulo - 21 de junho de 2010
 
Da série "divisão clara do eleitorado", mais uma pesquisa que aponta a tendência. De 1998 a 2006, o cenário se repete, com a zona oeste da cidade de São Paulo sendo o grande reduto do PSDB.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ficha limpa neste ano

Folha de S. Paulo - 11 de junho de 2010

Parece que a lei chamada "Ficha Limpa" já deve valer para as eleições de 2010, tornando inelegíveis pessoas condenadas em crimes contra o patrimônio público. No final das contas, parece uma boa notícia. Resgatando um pouco de pessimismo, vejo duas formas do tiro sair pela culatra: a lei ser utilizada para perseguir adversários políticos, e a velha embromada para escapar das justas punições. Que seja só pessimismo.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Conheçendo os eleitores

Folha de S. Paulo - 8 e 27 de março de 2010

Em eleições envolvendo PT e PSDB, já ficou perceptível diversas vezes que o eleitorado se divide em dois grupos distintos. Durante a reeleição de Lula em 2006, este obtinha vantagem no norte e nordeste, enquanto Geraldo Alckmin tinha vantagem no sul e sudeste. Durante a tentativa de reeleição de Marta Suplicy em 2004, esta obtinha vantagem na periferia de São Paulo, enquanto José Serra tinha vantagem na região central. Apesar dessa separação clara, a forte correlação entre escolaridade e renda no Brasil levanta algumas questões:
  • Quem vota no PSDB? Os mais instruídos ou os mais ricos?
  • Quem vota no PT? Os menos instruídos ou os mais pobres?
As duas recentes pesquisas do DataFolha apresentadas acima podem ajudar a dar nome aos bois: parece ser principalmente a renda, e não a escolaridade, que determina as intenções de voto.